Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência inicialmente classificada como possível caso de violência doméstica, nos moldes da Lei Maria da Penha.
Com rapidez, a guarnição se deslocou até o endereço informado, onde encontrou um casal envolvido em um desentendimento que teria evoluído para agressões físicas. Durante o atendimento, a mulher foi questionada sobre possíveis agressões sofridas, mas afirmou que não havia sido agredida, apesar de apresentar vestígios de sangue nas roupas, o que chamou a atenção dos policiais.
Diante da situação e da necessidade de esclarecimentos, ambos foram conduzidos com cautela à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP). Já na unidade policial, o homem apresentou um corte na cabeça, explicando que o sangramento observado no local e nas vestimentas da companheira era proveniente dele.
Segundo o relato apresentado na UNISP, o homem afirmou ter sido agredido pela mulher durante o conflito, e não o contrário, o que descaracterizou, naquele momento, a suspeita inicial de violência doméstica contra a mulher. O caso ganhou desfecho inusitado, frequentemente citado no senso comum como um episódio de “João da Penha”.
A ocorrência foi registrada e encaminhada para análise das autoridades competentes, que deverão avaliar os relatos e os elementos apurados para a devida responsabilização, se cabível.